Trabalho para pessoas Trans.

O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo.

Sem título

O preconceito vivido por pessoas trans, não se limita apenas a vida pessoal. Infelizmente na área profissional, ainda existem muitos obstáculos para transexuais, travestis e transgêneros ingressarem no mercado de trabalho.

Uma das maiores dificuldades para pessoas trans, é justamente encontrar um emprego.

Segundo dados da RedeTrans (Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil), 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio por causa da discriminação na escola e, em alguns casos, pela falta de apoio da família. Sem opção, 90% acabam na prostituição, enquanto homens trans recorrem a subempregos, fruto da mesma discriminação transfóbica.

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O que é muito injusto, pois são pessoas capacitadas como qualquer outra e merecem respeito e dignidade!

Para pra pensar…o que vem na sua cabeça quando pensa em uma travesti por exemplo?

Pois é…

Realmente é justo que fiquem à margem da sociedade apenas pelo fato de terem uma identidade de gênero diferente do padrão estabelecido? Tenho certeza que não.

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Pensando nisso, foram criados os portais Transeviços e o Transempregos que divulgam vagas de empresas que contratam pessoas trans.

Além de oferecerem vagas de trabalho, a pessoa também pode cadastrar seu currículo para as empresas entrarem em contato.

A travesti Luisa Marillac, que ficou famosa pelo vídeo “E teve boatos de que eu estava numa pior” hoje tá linda e plena trabalhando num hotel no centro de São Paulo, em uma vaga conquistada pelo portal Transempregos.

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“O contato da empresa com o cliente é direto, eles tem acesso aos dados disponibilizados pelo candidato que se inscreve para tal vaga. Ainda estamos desenvolvendo melhor o site – o que não aconteceu por falta de tempo – mas acabamos sabendo das efetivações quando as pessoas trans nos comunicam”, disse Paulo Bevilacqua, um dos fundadores do site em entrevista ao ekonomio.

O preconceito e a falta de informação dos empregadores faz com que 90% das pessoas trans acabem trabalhando com prostituição ou salões de beleza, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra).

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Os empresários Janaína e Jefferson Rueda, proprietários do Bar da dona Onça entre outros empreendimentos em São Paulo, abrirão uma sorveteria no centro da cidade e para sua equipe, irão contratar trans e drags.

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O estabelecimento ocupará a esquina das ruas Epitácio Pessoa e Bento Freitas, onde antes funcionava um boteco simples. Durante a madrugada, o local serve de ponto de travestis.

“Quero drag queens trabalhando conosco para levar um pouco de doçura para a vida delas”, diz Janaina.

Precisamos de mais empregadores com esse tipo de atitude.

Travestis, transexuais, drags e transgêneros precisam viver e não sobreviver!

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E você empregador? Já pensou em ter uma trans em sua equipe?

Se não, tá na hora de rever seus conceitos.

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ELXS EXISTEM! E querem viver!

 

 

Fontes: Inquietaria.com, Veja São Paulo, Ekonomio, Exame e Catraca Livre.

 

 

 

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