SPFW o que teve?

E a semana de moda mais badalada do Brasil chegou ao fim!

Tá, eu sei que tava meio sumida gente…por motivos de: Fiquei toda cagada hahahahahahaha

É que peguei uma gripe daquelas e fiquei um pouco debilitada. MASSSSSS Tô de volta e vou te contar os babados do SPFW desse ano.

Teve manifesto feminista na passarela, teve preto e preta lacrando e mostrando a que veio, teve samba, teve grafitti, teve trans, teve gorda e teve muita mas muuuuuuuita atitude e pé na porta com força!

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No stand da TNT Energy Drink, teve uma ação colaborativa onde as pessoas deixavam sua arte para que fosse entregue para outra pessoa e em troca, ganhavam um energético e uma arte feita por outra pessoa. Além disso, contavam com um dj, modelos negros, trans e estavam fazendo makes babadeiras em todos eles.

 

A Cartel 011 estava com uma loja pop-up maravilhosa com muitas novidades da temporada e entre eles o tênis Adidas da linha EQT, que acaba de desembarcar no Brasil, e peças de marcas como Piet, Just Kids, Lab e À La Garçonne. Além disso, ótimas opções de compras para quem gosta de cosméticos naturais, velas, cadernos com capas diferentes, cactos e plantas suculentas em lindos vasos pintados à mão.

 

Além disso, você também podia se deliciar com os maravilhosos doces da Mini Goma Gourmet enquanto fazia suas compras pela pop-up store.

Na entrada da pop-up store da Cartel 011 tinha um caleidoscópio gigante de espelhos onde você podia fazer fotos babadeiras, meu bem! E eu, que não sou boba nem nada não deixei de tirar a minha, né mores?

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Um dos grandes destaques dessa edição foi o desfile do Almir Slama que abordou de forma incisiva e criativa um assunto cada dia mais importante: A igualdade de gênero.

As modelos entraram com seus corpos pintados na passarela. Mas o ponto alto do desfile, foi que a tinta apenas era vista por quem tirava fotos com flash.

Assim que a foto com flash era tirada, as mensagens nos corpos das modelos apareciam.

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A intenção é convidar homens e mulheres para uma reflexão sobre o assédio sexual: “Encontramos uma nova forma de chamar a atenção para uma questão que deveria ser óbvia: a liberdade das mulheres de se vestirem como quiserem, sem que isso seja interpretado de forma diferente pelos homens”, explica Marcelo Moraes, Diretor de Marketing do Grupo.

As frases diziam coisas como: “Decote não é convite”, “Minha saia não é permissão”, “Me visto como eu quiser” e “Perna de fora não é provocação”. A ação foi ativada no evento pela hashtag #decotenaoeconvite

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“Não existe evento mais relevante que a SPFW para levantarmos a questão da igualdade de gênero e o fato de que a roupa não é convite para violência”, diz Joanna Monteiro, Chief Creative Officer da FCB. “A tinta não é visível a olho nu, assim como o preconceito e a violência contra mulher, que nem sempre são evidentes”, completa.

Outro destaque da semana de moda paulistana, foi o desfile da marca LAB dos cantores Emicida e Fióti e direção criativa do estilista João Pimenta, fechou a 43ª edição do São Paulo Fashion Week nesta sexta-feira, 18. Batizada de “Herança”, a coleção é uma homenagem ao samba e trouxe seus principais símbolos em releituras extremamente bem trabalhadas.

Em uma passarela repleta de modelos negros e plus size, celebraram a diversidade, a LAB desfilou atitude e resistência com calças e casacos inspirados nos ternos dos malandros, tipo risca de giz, às vezes combinados com parkas. Moletons, malhas e tecidos esportivos também marcaram presença na passarelas, assim como as calças jogging, dando ar mais despojado aos looks.

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Mas sem sombra de dúvidas, o momento mais emocionante foi  o encerramento do desfile que contou com a presença de Emicida e Fióti que entraram acompanhados de Fabiana Cozza, que cantou ao vivo durante todo o desfile, Wilson das Neves, lenda do samba brasileiro, e dona Jacira, mãe dos cantores e responsável pela jaqueta bordada e multicolorida, desejo-imediato dessa coleção.

Após o término do desfile, o cantor Emicida foi direto para o espaço Natura onde rolou um samba de roda com participações especiais de Xênia França, Rodrigo Campos e Rael  para encerrar a programação da SPFWN43 na última sexta-feira (17).

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“A Natura acredita que a moda e a música são expressões culturais que potencializam a identidade dos indivíduos de maneira criativa. Assim como a música, moda é arte, é espetáculo, cultura e também educa”, diz Andrea Alvares, vice-presidente de marketing da Natura.

O espaço da Natura na SPFW contou com cenografia do arquiteto Maurício Arruda (apresentador do programa “Decora”, do GNT) e bancada de maquiagem para experimentação da linha Aquarela. A sororidade, boom da preocupação com estética, apropriação cultural, uso de ativos brasileiros na moda e beleza e street style fizeram parte do enredo da Natura esse ano.

Tive a oportunidade de estar na bienal para acompanhar de perto todo esse bapho, encontrei pessoas maravilhosas e digo que estou orgulhosa do que vi.

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O que posso dizer sobre essa edição? Que com certeza, a diversidade está em alta e que é só o começo meu amô!

Vai ter preto, trans, gorda e favela na moda sim! Aceita que dói menos quirida!

Goixto assim.

 

 

 

Fotos: Revista TRIP, Thayse Boldrini, FFW, Revista Glamour e Acervo pessoal.

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